Comer a mesma refeição não significa receber exatamente a mesma quantidade de microrganismos ou toxinas. A contaminação pode estar concentrada em uma parte específica do alimento, no molho, no recheio ou até no utensílio usado durante o preparo.
Além disso, cada organismo reage de forma diferente. Idade, imunidade, sensibilidade digestiva, doenças preexistentes e até a quantidade consumida podem influenciar quem terá sintomas e qual será a intensidade.
Outro detalhe importante: nem sempre foi a última refeição que causou o problema. Algumas infecções alimentares se manifestam horas ou até dias depois, o que pode dificultar a identificação da origem.
Por isso, ser a única pessoa a passar mal não exclui uma intoxicação ou infecção alimentar. Vômitos persistentes, diarréia intensa, febre, sangue nas fezes, tontura, pouca urina ou dificuldade para ingerir líquidos são sinais de alerta.
Mais importante do que descobrir sozinho qual alimento foi o responsável é observar como o quadro evolui e procurar avaliação quando os sintomas forem intensos ou não apresentarem melhora.
Dr Luiz Ricardo | Médico Gastroenterologista
Hepatologia e Endoscopia Digestiva
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